Em diversas cidades brasileiras, shows e festivais têm sido financiados com recursos públicos. No entanto, os valores pagos em cachês artísticos vêm chamando atenção e gerando indignação. Denúncias apontam que artistas de renome nacional recebem cifras milionárias por apresentações de poucas horas, enquanto comunidades convivem com graves problemas estruturais em saúde, educação e saneamento.

Na Bahia, a discussão ganhou força após declarações do prefeito José Ronaldo, que se posicionou contra a contratação de artistas por valores que chegam a R$ 1,2 milhão ou mais. O debate agora avança no Legislativo municipal, com a elaboração de um projeto de lei que pretende estabelecer um teto para os pagamentos em eventos financiados pelo poder público, especialmente nas tradicionais festas populares como o São João.

REALIDADE NORDESTINA

Essa realidade não se restringe à Bahia. Em várias cidades do Nordeste, artistas considerados nacionais são contratados a peso de ouro, em detrimento dos artistas regionais e locais.

  • Desigualdade cultural: os artistas da própria região acabam preteridos, recebendo cachês muito menores ou ficando fora da programação.
  • Impacto social: muitos contratos extrapolam o valor do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), revelando uma discrepância gritante entre shows milionários e a pobreza das cidades que os financiam.

A polêmica sobre os cachês milionários pagos com dinheiro público expõe um dilema: como conciliar o incentivo à cultura e ao turismo com a responsabilidade social de atender às necessidades básicas da população? O projeto de lei em discussão na Bahia pode se tornar um marco regulatório e abrir caminho para que outras cidades brasileiras adotem limites semelhantes, evitando abusos e promovendo uma política cultural mais justa.

PARTICIPE DO PODCAST COM JORGE KAPHÉ

O empresário e produtor cultural Jorge Kaphé, CEO do Grupo Jorge Kaphé — fundado em 1987 e atuante no mercado nacional e internacional de shows e eventos — e sócio proprietário da Jorge Kaphé Produções Ltda., participará de um debate sobre os cachês milionários pagos a artistas em eventos públicos.

A discussão acontecerá em formato de podcast, no dia 8 de fevereiro, às 11h, transmitido pelo canal oficial do Grupo Jorge Kaphé.

Com mais de três décadas de experiência no setor de entretenimento, Jorge Kaphé promete trazer uma análise técnica e profissional sobre o tema, esclarecendo pontos que têm gerado polêmica em diversas cidades brasileiras, especialmente no Nordeste, onde festas populares como o São João movimentam cifras milionárias.

O podcast estará disponível a partir das 11h do dia 8 de fevereiro.

Para acompanhar, basta acessar o canal oficial do Grupo Jorge Kaphé.

Para Joaquim Casaca de Couro, líder do grupo Casaca de Couro, o debate é urgente e necessário. Ele destaca a importância de que o tema seja conduzido por vozes com experiência prática, como a de Jorge Kaphé, que acumula décadas de vivência empresarial no setor cultural brasileiro.

ASCOM CASACA DE COURO