A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (Secult Aju), promoverá nos dias 11 e 12 de maio o XIX Fórum do Forró, consolidado como um dos mais importantes espaços de valorização e preservação do ritmo que traduz a identidade cultural nordestina. O evento chega à sua 19ª edição consolidado como espaço de reflexão, celebração e resistência do forró, ritmo que embala gerações e é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil.
Homenagens e debates
A programação abre no dia 11 de maio, às 18h, no Teatro Atheneu, com uma homenagem ao cantor Flávio José, sob o tema “Cancioneiro de Resistência”. Considerado uma das vozes mais marcantes do forró tradicional, o artista é reverenciado como guardião da essência nordestina.
No dia 12 de maio, o Fórum segue para a Unit Farolândia, a partir das 15h, com debates e apresentações:
- 15h: “8 Baixos: A Origem do Forró”, com Luizinho Calixto e Robertinho dos 8 Baixos.
- 16h30: “Sergival e as Coisas do Caçuá”, destacando o trabalho do cantor e pesquisador sergipano.
- 19h: Shows de Robertinho, da Orquestra Sanfônica de 8 Baixos de Santa Cruz do Capibaribe (PE) — única do país — e de Sergival.
Reconhecimento e legado
O secretário municipal da Cultura, Paulo Corrêa, criador do Fórum em 2001, enfatizou a relevância da iniciativa: “O Fórum atingiu a maioridade e se consolidou como referência nacional. Este ano, além de homenagear Flávio José, exaltamos a sanfona de oito baixos e celebramos Sergival, que há mais de quatro décadas representa a cultura sergipana e o forró tradicional”.
Emocionado, Sergival destacou a importância de seu projeto “As Coisas do Caçuá”, que resgata instrumentos regionais e sons do sertão. “É a cultura do povo sendo carregada dentro dos caçuás”, afirmou.
Inscrições
As inscrições para o XIX Fórum do Forró são gratuitas e já estão abertas, sujeitas à lotação dos espaços. O formulário está disponível pela Secult Aju.
Com debates, homenagens e apresentações, o XIX Fórum do Forró reafirma Aracaju como capital da resistência cultural nordestina e fortalece o legado do ritmo que traduz a alma do povo.
Por Joaquim Casaca de Couro (DRT – 3080/SE)